quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Para - quedas

Pedacinho de céu sapeca
Logo escurece e ele chove
Aquela chuva de lágrimas carentes
Ele só quer ver gente.

Faz olho brilhar
Faz suspiro alongar.

Brincando com as cores logo cedo
Cambalhotando no espaço sideral.

O céu só não gosta de ficar de fora...
Por isso
Ele nunca vai embora.

(Para Céu com todo amor do mundo)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

divulgação!


Última apresentação da peça Ao Pé da Letra de Alina Perlman!
Local: Teatro Fernanda Montenegro- shopping novo batel
Data: 17 e 18 de Outubro
Horário: 18 horas
Ingressos: 16 (na hora), 12 (venda antecipada ou imprimindo bônus)

Gente, última oportunidade ein, quem não for já sabe.. leva um chute na bunda

domingo, 6 de setembro de 2009

Sobre o alimento da natureza.

Tem dias que o céu sente tanto, que tem vontade de dividir conosco. Eu plantaria as sementes com você se você não tivesse partido a pouco e deixado metade dos seus sonhos em uma caneca sem lavar. Se o céu chora, vejo pessoas tristes na janela, principalmente as crianças. As crianças sentem o céu como ninguém, as crianças sabem sentir qualquer uma das coisas intesas do universo, porque ainda são sementes. Será que as árvores choram por sonhos sem tomar?
As sementes só choram quando o céu as trai. As sementes só querem brincar de bola no quintal.
E quem não compreende o silêncio, realmente não pode ser flor.

sábado, 5 de setembro de 2009

O casamento de Sr. Chapelão e Dona Boininha.


Depois de tanto namorico no cabideiro. Dr Cachecol não se aguentou e enrrolou os dois! Depois daí, nunca mais desonrrolaram!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Silêncio.

Menino da camisa azul
Tens uma ponta de sonho
Tens um olhar que atravessa
atravessa meu estômago de aniz
atravessa o pássaro solitário no fio de luz
atravessa as barreiras do possível.

Vem deitar comigo aqui.
Vem ver esse céu sem nuvens agora
Na grama do nosso quintal imaginário
No nosso mais que imperfeito inferno.

Menino da camisa azul.
O prédio amarelo está a sua espera
O sol se foi, e pensa em voltar amanhã de manhã.
Amanhã é tarde.

É preciso me abraçar agora.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Des(feita) em 12 de Junho.


Dona Rosa violeta foi achada no dia dos namorados em um lixo da rua Getúlio Vargas. Não aguentou de desgosto e tristinha se amargurou na solitária de cristal.
Morreu dois dias depois.
Pobre dona rosa. No dia 12 de junho, nem um elogio ganhou.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Presente para o 12 de junho.

Céu cinza para passar a dois, suspiros, lençóis brancos, entrelaçar dos dedos, travisseiros macios, silêncio, lápis de cor aquarela, melodia do carrinho de picolé, água quente, pijamas coloridos, abraços pela manhã, beijinhos de esquimó, folhas de outono no chão, pipoca velha presa no canto do sofá, sementes de girassol, assopro na nuca, colo, som das gotas no chão, uma palavra inventada, um par de escova de dentes no mesmo copo, um balão enchidos com sopros de felicidade.